Sobre a relação mãe e bebê



Inicio este pequeno texto com uma indagação: Quando começa o amor da mãe pelo filho? Bom psicóloga que sou já me antecipo na resposta ao dizer que tal ligação inicia-se na cabeça e não no coração da mamãe, ao contrário do que muitos pensam.
A questão é que antes mesmo do nascimento ou da concepção de uma criança, o filho já começa a existir no sonho e na imaginação da mulher, ou seja, em sua cabeça. Ela passa então a idealizar como e quando terá seu bebê, se será menino ou menina, se parecerá mais com ela ou com o pai... em fim o filho começa a permear o mundo simbólico de sua mamãe, claro que ainda não de uma forma real, mas desde já um tanto concreta.
Tal movimento de sonhar,pensar,imaginar,falar e então planejar a chegada do filho ao  que a psicologia chama de “enxoval psíquico” é um momento de suma importância para a mulher, pois é esse momento  que dá condições psicológicas para que a futura mamãe  possa sustentar e equilibrar a vida de seu filho à  vida que ela já tem, com todos os seus  demais papéis e compromissos, isso sem contar com todas as transformações biológicas pelo qual passa o corpo feminino ao  vivenciar  um processo de gravidez.
Feito este planejamento, a criança pode então chegar! Afinal de contas, a cabeça de sua mamãe já está convencida e preparada para este novo momento, em que também seu coração já começa a bater mais forte e marcado por um sentimento e uma certeza de que esse é o momento de alinhar e dividir sua vida com uma nova vida. Percebe-se assim, que o cuidado da mulher em cuidar de si mesma se organizando para esse momento, na verdade é como se fosse um cuidado de mãe para filho.
Agora que a mamãe já garantiu ao filho um lugar único e aconchegante não apenas no seio materno, mas em seu mundo como um todo, encontrando um, ou melhor, vários pontos de equilíbrio entre seus afazeres e seu maior feito “seu filho”, faz-se de suma importância ao sucesso dessa relação que a mulher conduza e facilite a entrada do homem, agora pai nesse relacionamento, afinal de contas ele também faz parte de todo esse feito e isso desde lá atrás ainda no momento da concepção, assim seu papel torna-se primordial na educação e condução desse filho que também é seu.

Andréia Leite
Psicóloga & Coach Infantil-familiar




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